13ª Semana de Enfermagem e Serviço Social abordando a prevenção da mortalidade materna e neonatal

17 de maio de 2022

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 830 mulheres morrem todos os dias no mundo de causas evitáveis relacionadas à gravidez e ao parto e 2,5 milhões de recém-nascidos (47% de todas as mortes de menores de 5 anos) morrem todos os anos. Em razão de dados como esses, a Maternidade Dr. Moura Tapajóz (MMT), da Prefeitura de Manaus, realizou nesta segunda-feira, 16/5, às 9h, a abertura da 13ª Semana de Enfermagem e Serviço Social da unidade, com programação focada no tema “Prevenção da Mortalidade Materna e Neonatal”.


O secretário municipal de Saúde, Djalma Coelho, elogiou a iniciativa da maternidade e destacou a importância de eventos científicos e plurais como esse. “O diálogo e a discussão entre a equipe multidisciplinar são de vital importância para o processo. A equipe precisa trabalhar integrada e seguindo todos os protocolos científicos como estratégia para enfrentamento da mortalidade materna e neonatal, cujos números realmente têm se mostrado preocupantes”, disse o secretário.

Hipertensão, hemorragias graves, infecções, partos complicados e abortos inseguros são complicações que representam aproximadamente 75% de todas as mortes maternas. Além disso, a maior parte das mortes acontece entre mulheres jovens, negras e indígenas, com baixa escolaridade e baixa renda familiar.

Segundo a subsecretária municipal de Gestão da Saúde, enfermeira Aldeniza Araújo de Souza, o objetivo da Semsa com a realização dessa semana é o de discutir, dialogar, construir propostas e aplicá-las. “Temos que nos comprometer a não deixar as ideias perecerem aqui, senão, todo nosso trabalho perderá o sentido e não alcançará o impacto desejado. Precisamos garantir que o momento do nascimento seja um momento sublime”, ressaltou a subsecretária.

O Ministério da Saúde reiterou, em 2018, compromisso com a Organização das Nações Unidas (ONU) para redução de 51,7% da razão da mortalidade materna até 2030, o que corresponde a uma meta de 30 mortes maternas por cada 100 mil nascidos vivos. Conforme dados registrados pelo Painel de Monitoramento da Mortalidade Materna, em 2021, o país teve uma razão alarmante de 107 mortes a cada 100 mil nascimentos. Para efeito de comparação, em 2019, período anterior à pandemia por Covid-19, foram 57 mortes maternas por cada 100 mil nascidos vivos.

No Amazonas, a estatística é particularmente mais preocupante. Em 2021, a razão de mortalidade materna no Estado foi de 146 mortes por cada 100 mil nascidos vivos e na capital Manaus de 175.52 por 100 mil.

“Estamos trabalhando, mas ainda muito longe das metas que estabelecemos para os próximos anos. Por isso, é imprescindível seguirmos capacitando nossa equipe de modo a garantir o atendimento adequado às gestantes, puérperas e neonatos, identificando os sinais e sintomas que indiquem o comprometimento da saúde da paciente, para não haver mais qualquer morte por causa evitável. Nós temos que fazer a diferença nesse processo”, destacou a diretora da MMT, enfermeira obstetra Núbia Pereira da Cruz.