Chip produzido em SP dá mais segurança e rapidez ao transporte de cargas

November 4, 2015

 

O dispositivo é feito de grão de areia, tem a largura de um fio de cabelo e dispensa bateria, funciona por radiofrequência e toda programação é criptografada. Com essas características o chip, quase invisível, pode rastrear mercadorias transportadas desde as etapas de produção até a entrega do produto.

 

A tecnologia foi desenvolvida pelo Instituto Wernher Von Braun, um centro de tecnologia avançada de Campinas (SP). Foram sete anos de pesquisa e R$ 50 milhões em investimento para tentar solucionar um dos maiores pesadelos das estradas brasileiras.

 

Segundo dados do Guia do Transportador (www.guiadotrc.com.br), só no ano passado foram registradas em torno de 17.500 ocorrências de roubos de cargas no Brasil, prejuízo que ultrapassou R$ 1 bilhão.

 

Ainda de acordo com o guia, a região sudeste é, em disparada, a mais insegura, com 85,31% dos casos de roubo. Em segundo lugar vem o nordeste, com 6,56%; seguida do sul, com 4,87%; centro-oeste, com 2,11%, e norte, com 1,15%.

 

Maioria dos roubos acontecem em áreas urbanas, apenas 25% são em rodovias. Das mais de 17.500 cargas roubadas, 3.800 foram recuperadas, o que representa cerca de 22%.

 

Essas estatísticas revelam a intensidade do golpe sofrido pelo comércio e indústrias que precisam das estradas brasileiras para transportar mercadorias. Mas o consumidor final também ajuda a pagar essa conta.

 

A partir do uso comercial do chip em produtos eletrônicos, por exemplo, os ladrões não poderão vender a mercadoria, que só destrava com os códigos de segurança de fábrica.

 

Outra vantagem é que o transporte de cargas também fica mais ágil. Para fiscalizar a mercadoria, não é preciso mais conferir notas fiscais e produtos. O caminhão carregado passa por sensores, semelhantes ao do sistema de cobrança eletrônica dos pedágios.

 

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