Câncer de esôfago: saiba como identificar e se prevenir desse tipo altamente letal de tumor

4 de abril de 2022


Abril é o mês dedicado pela comunidade médica para conscientização sobre esse tipo de câncer que tem maior prevalência entre idosos

Sidney Chalub, especialista em aparelho digestivo da Fundação Centro de Controle de Oncologia (FCecon)


Tabagismo, abuso do consumo de bebidas alcoólicas e alimentação de má qualidade são alguns dos fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de esôfago. Com prevalência maior em pessoas idosas, a doença é considerada altamente letal. Por ano, são cerca de oito mil vidas perdidas, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Para chamar atenção para o problema, a comunidade médica instituiu a campanha “Abril Azul Claro”. O câncer de esôfago é o sexto que mais acomete a população masculina e o 13º mais frequente entre as mulheres.

De acordo com o cirurgião Sidney Chalub, especialista em aparelho digestivo da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), unidade vinculada à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), os sintomas da doença demoram a aparecer, por isso, a prevenção é tão importante, assim como a visita frequente ao médico.

“Quando falamos de prevenção, falamos em hábitos de vida. O câncer de esôfago é um tumor relacionado diretamente com hábitos de vida, havendo relações com a alimentação, tabagismo, etilismo e até a doença infecciosa como o HPV”, disse o cirurgião.

O carcinoma é de dois tipos, escamoso (preponderantemente em países mais pobres) e adenocarcinoma (prevalentemente entre os mais ricos). Aproximadamente 80% dos casos se desenvolvem em homens. Além das questões da alimentação, do uso de cigarro e bebidas alcoólicas, há outros hábitos que podem acabar desencadeando a doença, como consumir alimentos excessivamente quentes.

Para o carcinoma escamoso, os principais fatores de risco são o tabagismo, álcool, exposição à radiação e divertículos no esôfago. Já os chamados adenocarcinomas decorrem de problemas com obesidade e doença de refluxo.

Diagnóstico – Apesar da demora na percepção dos sintomas, o câncer no esôfago oferece indicativos de que o corpo não está bem, segundo Chalub. Os sintomas mais frequentes são alteração na respiração, dificuldade de engolir e sensação de empachamento ou inchaço.

O câncer de esôfago pode ser diagnosticado na parte do meio e mais alta do esôfago, que tem a característica de um câncer de pele, ou surgir na parte final do esôfago, que é chamado de câncer de cárdia, com as mesmas características de um câncer de estômago.

Tratamento – Quando o tumor é descoberto na fase inicial, o tratamento pode ser feito através de uma cirurgia. Se descoberto na fase final da doença, o caminho é a radioterapia ou uma cirurgia para colocação de uma sonda para alimentação, uma vez que a doença elimina a capacidade de ingestão de comida pela boca.


Informações Assessoria

FOTO: Divulgação/FCecon