Certificação nos cursos de Pedreiro e Horticultura marca conquista para 35 reeducandas do CDF

9 de setembro 2021

A oferta da qualificação profissional proporciona diariamente novos caminhos para a reintegração social das reeducandas que cumprem penas no Centro de Detenção Feminina (CDF). Nesta quinta-feira (09/09), em mais uma cerimônia de certificação, 21 internas da unidade receberam certificados no curso de Pedreiro e outras 14, no curso de Horticultura Orgânica. Ambas as capacitações contaram com uma carga horária total de 160 horas.


Observar o tio trabalhando quando era pequena foi o que motivou a reeducanda Lorena (nome fictício) a desenvolver seu grande interesse pelo curso de Pedreiro e a intensificar seu esforço e dedicação para finalizar a capacitação ofertada dentro do sistema prisional.


“Sempre tive vontade de aprender aquilo e agora estou aqui, com o certificado do curso de Pedreiro em mãos. Estou muito feliz com esse momento, aqui neste lugar eu encontrei bastante oportunidade para recomeçar”, disse.


As qualificações foram promovidas na unidade feminina, localizada no Km 08 da BR-174 (Manaus-Boa Vista), por meio da parceria entre a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) com o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Estavam presentes na cerimônia os diretores das demais unidades prisionais; representantes do Cetam; e a chefe do Departamento de Reintegração Social e Capacitação (Deresc) da Seap, Keyla Prado, que coordena os cursos nas unidades.


Há dois anos cumprindo pena, a detenta Juliane (nome fictício) teve a oportunidade de concluir sua terceira capacitação no CDF. Com o certificado do curso de Horticultura agora em mãos, ela espera finalizar seu tempo na unidade para poder ter uma nova vida, ganhando sua renda de forma honesta fora dos muros.


“Esse lugar me ofereceu muitos conhecimentos. Aqui temos a oportunidade de nos profissionalizar em cursos que nos preparam para ter o nosso próprio negócio e conquistar nossa renda de forma digna lá fora, e é o que eu pretendo fazer quando deixar o sistema”, afirma.


Fonte: http://agenciaamazonas.am.gov.br/